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Analisando as eleições 

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Ver Boulos e Manuela no segundo turno, depois de 2 anos de bolsonarismo, é alentador.

 

Mas o pêndulo ainda não chegou ao lado esquerdo do relógio político.

Parece que trancou na direita um pouco ao Centro.

 

Nas Câmaras aumentam as mulheres como já apontara aqui, como negros (as) também.

 

Não quer dizer que o feminismo esteja se impondo, dependerá também do que elas farão nos próximos 4 anos.

 

O mesmo vale para os (as) negros(as), mesmo que aqui há mais certezas de lutas e ações contra o racismo e a opressão. Mas nada garante que se firmarão como parlamentares.

 

Afinal, o parlamento não é ONG nem sindicato. É um alerta para entender que Câmaras às vezes parecem mais um Butantã.

 

No caso de Porto Alegre é preciso não só festejar a ida de Manuela ao segundo turno, mas é necessário o mais profundo engajamento para a conquista da Prefeitura.

 

É necessário depois dos apoios de partidos e personalidades, buscar os absenteístas que foi um terço do eleitorado.

 

Quanto à composição da Câmara não devemos nos precipitar, mas é uma composição fragmentada por áreas de interesse específicos, pouco universais, colocando em risco os grandes debates como a revisão do Plano Diretor.

 

Vamos por aqui fomentando o bom debate, as necessárias análises e o bom combate.

 

Mas insisto que não nos precipitemos com críticas rasas, preconceituosas e ligeiras.

 

È uma nova composição porque o povo quis assim.  É da vida. É da democracia.

 

 

Adeli Sell é bacharel em Direito 

 

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