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Américas foi a região mais afetada pelo desemprego de mulheres na pandemia

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Novo levantamento da OIT mostra que desigualdades no mercado de trabalho foram ampliadas com a Covid-19 e situação deverá persistir; estudo revela haver menos 13 milhões de mulheres empregadas, na comparação com o período pré-crise

 

 

Um levantamento divulgado esta segunda-feira mostra que neste ano, 13 milhões a menos de mulheres estarão empregadas, na comparação com 2019. Ao mesmo tempo, a taxa de emprego entre os homens vai se recuperar e atingir os níveis pré-pandemia.

 

 

A análise é da Organização Internacional do Trabalho, OIT, que mostra que as desigualdades de gênero no mercado laboral foram ampliadas pela Covid-19 e irão persistir no futuro próximo. Mesmo se houver mais vagas de trabalho, elas serão insuficientes para levar as mulheres aos níveis de emprego pré-pandemia.

 

 

Entre 2019 e 2020, houve redução global de 4,2% na taxa de emprego entre mulheres
Entre 2019 e 2020, houve redução global de 4,2% na taxa de emprego entre mulheres. Agência Brasil/Marcelo Camargo

Américas

 

 

Segundo a OIT, apenas 43,2% das mulheres estarão empregadas este ano, na comparação com 68,6% dos homens. Nas Américas, houve queda de 9,4% na taxa de emprego entre mulheres, sendo a região mais afetada desde o início da pandemia.

 

 

A segunda maior redução foi vista nos Estados Árabes: entre 2019 e 2020, o total de mulheres trabalhando foi 4,1% menor e o de homens, 1,8% menor.

 

 

Na Europa e na Ásia central, o nível de emprego entre elas caiu 2,5% e na África a queda foi de 1,9%. No continente africano, a taxa de emprego entre os homens praticamente não apresentou mudanças, com redução de apenas 0,1%.

 

 

Duas mulheres em uma estação de metrô na Cidade do México . Nas Américas, houve queda de 9,4% na taxa de emprego entre mulheres
Duas mulheres em uma estação de metrô na Cidade do México . Nas Américas, houve queda de 9,4% na taxa de emprego entre mulheres. ONU Mexico/Alexis Aubin

Restauração e Hotelaria 

 

 

O levantamento da OIT mostra que as mulheres “sofrem de forma desproporcional com o desemprego, porque elas formam a maior parte do quadro de funcionários dos setores mais afetados pela pandemia: hoteleiro, de restaurantes e manufatura.

 

 

Entre 2019 e 2020, houve redução global de 4,2% na taxa de emprego entre mulheres, representando o fim de 54 milhões de postos de trabalho.

 

 

Durante a pandemia, a situação feminina foi melhor em países que implementaram medidas para evitar a perda de empregos ou para garantir um retorno rápido ao mercado de trabalho.

 

 

Trabalhadora do setor de confecções inspeciona roupas em uma fábrica na Nicarágua. Para a OIT, a Covid-19 expôs problemas enraizados no mercado laboral
Trabalhadora do setor de confecções inspeciona roupas em uma fábrica na Nicarágua. Para a OIT, a Covid-19 expôs problemas enraizados no mercado laboral. OIT/Marcel Crozet

Bons Exemplos 

 

 

A OIT cita os exemplos do Chile e da Colômbia, que aprovaram subsídios salariais para novas contratações, com maiores subsídios para as mulheres. Já a Colômbia e o Senegal ampliaram o apoio às empreendedoras.

 

 

No México e no Quênia, foram estabelecidas quotas para garantir que as mulheres se beneficiem de programas para o emprego no setor público.

 

 

A OIT reforça que colocar a igualdade de gênero no centro da recuperação da pandemia é essencial. A organização sugere algumas estratégias: investir em jornadas de trabalho flexíveis, para haver uma divisão mais justa do trabalho em casa entre homens e mulheres.

 

 

Outras propostas da OIT são: maior acesso à proteção social, promoção de salários justos e fim do assédio no ambiente de trabalho.

 

 

 

Do site da OIT

 

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