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Algoritmos barram criação e Ique se despede das charges políticas

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O chargista Victor Henrique Woitschach, mais conhecido como Ique Woitschach, postou recentemente nas rede digitais (Instagram) uma espécie de carta-despedida do “ofício” de produzir charge políticas. O culpado: os algoritmos. Confira a postagem e a “última” charge. Clique aqui para acessar a postagem

 

 

 

Esta charge, marca hoje minha despedida como chargista político. Mesmo não sendo uma atividade profissional regular, permaneci produzindo meu conteúdo. É que o vício de transformar minha indignação em charge, sempre foi mais forte.

 

O fato é que as charges, ferramentas imprescindíveis no jornalismo na década de 80, que me deram dois Prêmios Esso de Jornalismo, não têm mais o mesmo impacto, nem mais espaço profissional nos meios de comunicação. Nas redes sociais, manipuladas pelo algoritmo que as restringem a uma bolha, amordaçando sua função jornalística primordial, as charges acabam validando um embate insólito, onde, inacreditavelmente, a vida deixou de ser prioridade, o humanismo desapareceu, o bom senso passou longe, e o negacionismo, que, alimentado por fakenews, virou verdade absoluta e ideologia política.

 

Tal e qual na Alemanha n@zist4, muita gente supostamente esclarecida, culta e inteligente, embarcou numa realidade paralela de uma terra plana, infestada de comunistas maconheiros que comem criancinhas, e que tem que ser exterminados em nome de Deus acima de tudo. É muito absurdo junto, parece filme de ficção. E nessa insanidade, mais de 600 mil vidas foram ceifadas. Perdi muitos amigos para a Covid, mas perdi muito mais amigos ainda para o negacionismo e para a ignorância.

 

A julgar pela inércia e omissão das instituições democráticas, o mais provável é que tudo acabe em pizza, como sempre, e que os lados polarizados componham politicamente entre si pra que ambos ganhem, a impunidade prevaleça, e o povo faminto e sem oportunidades, continue perdendo.

 

Então, exausto, decidi focar na minha sobrevivência mental e emocional priorizando a qualidade de vida, me dedicando integralmente à minha arte na pintura, no desenho, na escultura, nos roteiros, onde tenho ainda muito a realizar. Com amor acima de tudo, quero curtir meus netos, que vieram pra dar novo sentido a vida, junto com a família que me fortalece, e com os verdadeiros amigos.

 

Gratidão aos que me acompanharam nos 44 anos de minha carreira como chargista político, da qual tanto me orgulho, e cujo ciclo, encerro aqui.

 

#foragenocida #foracorrupto #forabolsonaro #politicalcartoon #iquecartoonist

 

 



 

De acordo com a Wikipédia, “Victor Henrique Woitschach, mais conhecido como Ique Woitschach (Campo Grande, 1962) é um cartunista, escultor, ilustrador e artista plástico brasileiro.[1] É conhecido por esculturas como a do poeta Manoel de Barros no centro de Campo Grande e seus trabalhos como chargista do Jornal do Brasil.”

Com um brevíssimo histórico do cartunista, a enciclopédia colaborativa virtual informa que “ele também no jornal O Dia e no diário esportivo Lance. Colaborou para inúmeras revistas como a Veja, Playboy, Vejinha, Mad, Fatos, Courrier International e Revista da Semana. Ganhou dois prêmios Esso de Jornalismo. É escultor com seis trabalhos em bronze no Rio de Janeiro: O Corneteiro de Pirajá, em Ipanema, João Saldanha no Maracanã, o Coimbra na Bolsa de Artes do Rio de Janeiro, Michael Jackson na laje da comunidade do Santa Marta, Chacrinha no Jardim Botânico, e a inédita homenagem em vida ao cantor e compositor Martinho da Vila. Sua escultura foi instalada no mirante do Vale Encantado, na cidade de Duas Barras, onde o artista nasceu. Trabalhou até 2014 como autor roteirista da TV Globo escrevendo e desenhando o humorístico Zorra Total. É hoje diretor executivo de sua empresa, a iQ Criação iLtda. Em 2017, esculpiu a estátua do poeta Manoel de Barros em Campo Grande.”

 




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