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ALEP irá realizar Audiência Pública para discutir a crise hídrica no Paraná

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O debate foi proposto pela bancada do PT na ALEP, a escassez da água além de ser usada como desculpa para impulsionar a privatização da Sanepar, escancara a falta de planejamento do governo estadual no setor

 

 

 

 

Mais do que a escassez de chuvas e a estiagem, a crise hídrica no Paraná é resultado da falta de planejamento do governo estadual. Com a ânsia do lucro imediato e a vontade de acelerar a privatização na área do saneamento, o interesse do povo tem ficado em segundo plano.

 

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) tem priorizado os interesses econômicos privados frente ao seu papel social. Ao invés de investir e realizar as obras necessárias para garantir a distribuição da água para a população, a Sanepar tem preferido distribuir lucros e dividendos aos seus acionistas.

 

Sob a iniciativa da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT), a Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP) convocou para o dia 09 de junho (9h) uma Audiência Pública para debater “A crise hídrica no Paraná e o papel do Estado”. Os parlamentares entendem que a Sanepar precisa resgatar o papel de empresa pública prestadora de um serviço fundamental à sociedade. “É nítida a diminuição de investimentos para políticas hídricas a longo prazo. A Sanepar é hoje mais do mercado financeiro do que do povo paranaense. O que temos hoje é água como uma mercadoria”, explicou o deputado estadual Arilson Chiorato do PT.

 

Arilson ressaltou que essa crise teve início em Curitiba e se expandiu por todo Estado, ele entende que ela é resultado da falta de planejamento de longo prazo. “Quais foram as medidas tomadas pela Sanepar para prevenir a crise hídrica? Qual política de educação foi feita para que o racionamento não chegasse a esse ponto? Teve aumento em investimento para garantir a produção de água, tratamento e distribuição de água? Não. A única coisa que teve foi a de distribuição de lucros para os acionistas”, argumentou o parlamentar.

 

No dia 24 de maio, a deputa estadual Luciana Rafagnin (PT), líder do Bloco Parlamentar de Apoio à Agricultura Familiar, protocolou um requerimento ao secretário de estado da Agricultura, Norberto Ortigara, solicitando medidas para reduzir os impactos da estiagem. A parlamentar está preocupada com a falta de água que tem acometido os agricultores familiares, tanto para consumo humano quanto para a produção. Ela entende que devam ser realizados investimentos nas áreas de preservação de nascentes e minas naturais de água, além da construção de cisternas e da perfuração de poços artesianos nas comunidades com escassez de água.

 

Há mais de um ano, Curitiba e a região metropolitana tem sofrido com a falta de água e os constantes rodízios no abastecimento. O governo estadual chegou a decretar emergência hídrica na região metropolitana da capital. O deputado estadual Tadeu Veneri (PT) argumentou que no cenário nacional há um forte processo de tentativa de privatização da água, com a aprovação de projetos de lei como o “Novo Marco do Saneamento”. Ele entende que medidas como esta possibilitam os avanços para a total privatização da Sanepar. “A Sanepar está a todo momento, sendo olhada como a empresa que é possível ser privatizada. É preciso que ela volte a ser a empresa de todos os paraenses. A Sanepar é do estado do Paraná, não dos governos temporários do Paraná”, alertou o parlamentar.

 

Para Vera Nogueira, servidora da Sanepar e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores nas empresas de água, esgoto e saneamento de Maringá e região noroeste do Paraná (Sindaen), os trabalhadores e trabalhadoras da empresa, está na defesa do serviço público e da companhia como um patrimônio do estado, a qual tem muito a oferecer para sanar a crise hídrica. “Desta forma a Sanepar precisa disponibilizar mais investimento ambiental e uma grande mobilização com diversos órgãos afins, proprietários rurais e a população, dando o suporte necessário para recuperação das florestas e nascentes, garantindo a produção de água e fornecimento constante da mesma, para o povo paranaense”.

 

A Audiência Pública será virtual, realizada por meio do aplicativo Zoom e transmitida ao vivo pela TV Assembleia e redes sociais da Casa. A população ao preencher um formulário pode encaminhar questionamentos e mensagem sobre a Audiência. As indagações podem ser enviadas até às 17:30 do dia 08 de junho. Para mandar perguntas, clique aqui para acessar o link e preencher o formulário

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