A Aldeia Marakanã volta a receber ordem de despejo em plena pandemia. Trata-se de uma aldeia indígena urbana localizada no prédio antigo do Museu do Índio, no bairro Maracanã, Rio de Janeiro, próximo ao Estádio Mário Filho.

 

 

 

 

 

Na tarde dessa segunda-feira (15/3), foi divulgado um comunicado oficial de que a Aldeia Maracanã sofrerá uma ordem de despejo nos próximos dias. Nas redes sociais, os(as) povos originários da Aldeia Marakanã denuncia o comunicado e informa que o Estado toma a decisão de expulsá-los do prédio e jogá-los na rua em plena pandemia do novo coronavírus.

 

 

Na imagem divulgada nas redes sociais, o povo Marakanã informa: “A Aldeia Maracanã corre sérios riscos de despejo em plena pandemia. O momento é delicado e de muitas incertezas. Temos crianças, idosos e mulheres grávidas. Pedimos o máximo de divulgação possível”, informa uma postagem da Aldeia.

 

 

A Aldeia Marakanã vive ameaçada por políticos-empresários que estão no poder. E tem desenvolvido um círculo de resistência. A aldeia surgiu, em 2006, quando o local foi ocupado por um grupo de cerca de 20 indígenas de diversas etnias que o chamaram o Assentamento de Aldeia Maracanã. Mais tarde, o local foi comprado do governo federal. Posteriormente, o Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou que, devido às obras para a Copa do Mundo de 2014, o antigo Museu do Índio seria demolido para facilitar a saída de torcedores do Estádio do Maracanã.[

 

 

Polícia entra em confronto com moradores do assentamento Aldeia Marakanã

 

 

 

 

Também teriam o mesmo destino, a Escola Municipal Friendenreich e o Estádio de Atletismo Célio de Barros. As três propostas de demolição causaram comoção em uma parcela da sociedade. Setores ligados a partidos de esquerda, como PSOL e PT, passaram a fazer forte oposição às demolições e demonstraram solidariedade aos grupos que se sentiram prejudicados.

 

O objetivo é que o espaço fosse uma área de preservação da cultura indígena brasileira. O museu foi transferido para o bairro de Botafogo e o prédio ficou abandonado. Em 2006, o local foi ocupado por um grupo de cerca de 20 indígenas de diversas etnias e chamaram o assentamento de Aldeia Maracanã. De lá para cá, muitas disputas pelo espaço vêm acontecendo.

 

 

 

Mulheres, idosos e crianças correm o risco de ficarem na rua, em plena pandemia, por causa da ordem de despejo