Publicidade

Ajuris repudia violênica e reforça compromisso com a democracia

  • em



Associação de Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) realiza ato de união em defesa da democracia e repúdio à violência em Brasília 

 

O compromisso com a democracia e com o pleno exercício da cidadania e o enfático repúdio aos ataques ocorridos em Brasília, no dia 8 de janeiro, marcaram todas as manifestações durante o Ato em Defesa da Democracia, promovido pela Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) no átrio do Palácio da Justiça, na segunda-feira (16/1).

 

 

O evento contou com a participação da presidente do Tribunal de Justiça do RS, Íris Helena Medeiros Nogueira; do presidente da Assembleia Legislativa, Valdeci Oliveira; do procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, representando o Executivo; do procurador-geral de Justiça, Marcello Dornelles, e de 25 líderes de cortes da Justiça no Estado e de entidades de classe e associações civis.

 

 

O ato, uma das maiores manifestações envolvendo os Três Poderes nos últimos anos no Rio Grande do Sul, foi uma resposta de força e união, aos ataques promovidos por vândalos ao Supremo Tribunal Federal, ao Congresso Nacional e ao Palácio do Planalto, quando a maior parte do acervo histórico e das estruturas de trabalho foram destruídas.

 

 

Na abertura do ato, o presidente da Ajuris e vice-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Cláudio Martinewski, definiu os acontecimentos em Brasília comoum violento ataqueao coração da democracia. Ao destacar a união de todas as entidades presentes no Palácio da Justiça, Martinewski propôs uma análise profunda sobre os acontecimentos em Brasília, que foram o ápice de uma disputa ideológica que nos últimos anos dividiu o Brasil.

 

 

“O dia 8 de janeiro precisa ser passado a limpo. Analisado não apenas sobre o prisma dos direitos Constitucional e Penal, ele exige uma produção racional que adentre em seu âmago, nas profundezas da sua gênese, sob o ponto de vista da filosofia política, da sociologia, psicologia moral, social e individual para que os atos como esses sejam tratados nas famílias, nas escolas, nas empresas e nas repartições públicas e que sirvam de aprendizado para as novas gerações para que nunca mais ocorram, e se inaugure uma cultura de respeito à democracia e reverência à soberania consagrada pelos votos das urnas”, afirmou.

 

 

Ao final, lembrando a célebre frase do primeiro-ministro Winston Churchill ao parlamento inglês (“nós nunca nos renderemos”, uma referência à disposição da Inglaterra na Segunda Guerra Mundial), Martinewskideu um recado marcante: “Aos vândalos, saibam: nós jamais recuaremos.”

 

 

A presidente do Tribunal de Justiça, Íris Nogueira, em sua manifestação, criticou enfaticamente os atos de violência. “A imposição da vontade da minoria com emprego da violência é própria de regimes autoritários que a ninguém interessa. Repudiamos qualquer forma de autoritarismo”, disse a desembargadora.

 

 

O presidente da Assembleia, Valdeci Oliveira, destacou a união das entidades. “Esse momento é um importante sinalizador de que há esta unidade, independente das diferenças políticas, que nos agrega em defesa do Estado democrático de direito”, afirmou o deputado. Em nome do Executivo, o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, disse considerar que “o ato pode inspirar outros Estados e que a união dos Poderes e Instituições possa seguir firme em defesa de tudo aquilo que foi decidido pelo povo no sagrado direito ao voto popular nas urnas”.

 

 

Presidente da União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública do RS, Cristiano Vilhalba Flores, também vice-presidente Administrativo da AJURIS, se manifestou no ato reforçando a importância do zelo que a sociedade precisa manter para preservar a democracia.

 

(*) Com informações da Ajuris. Fotos:Brenda Leal/Assessoria da Ajuris

  • Compartilhe

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *