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Ações prioritárias em saúde serão definidas com estados e municípios, diz Nísia Trindade

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Titular do Ministério da Saúde começa a se reunir com secretários estaduais e municipais neste dia 26. Filas para exames, cirurgias e tratamentos e a baixa cobertura vacinal estão entre as principais emergências no setor

 

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já marcou data para definir, juntamente com gestores dos estados e municípios as ações prioritárias em saúde. A partir do próximo dia 26 a equipe do Ministério da Saúde começa a se reunir com os conselhos dos secretários municipais (Conasems) e estaduais (Conass), segundo anunciou hoje (10) a ministra Nísia Trindade.

 

Em entrevista no final da tarde, ela reforçou que, sob o governo Lula, o Ministério da Saúde volta a atuar em uma lógica interfederativa. E que por essa razão a definição dos esforços do Sistema Único de Saúde (SUS) para a recuperação da estrutura de saúde pública tem de ser conjunta. “Trata-se de um plano emergencial para redução de filas para diagnósticos, cirurgias, como um dos pontos centrais de atuação”, disse Nísia Trindade.

 

Emergências do Brasil

 

Também segundo a ministra, outro ponto que merecerá muita atenção do governo Lula é a situação frágil da imunização no país. Atualmente, todas as vacinas oferecidas pelo SUS registram baixa cobertura. Por exemplo, o número de crianças que estão sendo levadas para vacinação está abaixo do mínimo seguro. E isso ocorre com todos os imunizantes disponíveis. Ou seja, há uma ameaça real de volta de todas as doenças já consideradas erradicadas no país, inclusive as graves, como a paralisia infantil.

 

 

Nísia Trindade falou das compras de vacinas, contra a covid-19 inclusive, para que não venham a faltar. E também de esforços para estimular que os pais voltem a levar os filhos para serem imunizados. “Temos a grande tarefa de recuperar as altas coberturas vacinais no Brasil”, disse, assegurando que um comitê técnico está trabalhando para isso.

 

 

Volta do Mais Médicos

 

 

Primeira mulher a assumir o Ministério da Saúde e também a primeira a presidir a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão de pesquisa e ensino científico vinculado à pasta, Nísia disse que outra prioridade inicial do governo é a retomada do programa Mais Médicos.

 

 

Diferentemente do governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), que contou em sua maioria com médicos cubanos, o programa pretende agora oferecer mais espaço para profissionais brasileiros. A iniciativa criada por Dilma, que levou médicos ao interior do Brasil e aos extremos das periferias, foi desmontada por Jair Bolsonaro (PL).

 

Assista à entrevista coletiva de Nísia Trindade

Redação Cida de Oliveira da RBA

 

 

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