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Aclamada autora feminista negra, bell hooks morre aos 69 anos

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Reconhecida internacionalmente, bell hooks era considerada um dos maiores nomes do feminismo negro do mundo. Ela escreveu mais de 40 livros publicados em 15 idiomas diferentes e ficou conhecida por tratar de temas como feminismo, racismo, cultura, política, gênero, amor e espiritualidade

 

 

A escritora e ativista bell hooks morreu, nesta quarta-feira (15), aos 69 anos. “A autora, professora, crítica e feminista fez sua transição cedo, de casa, rodeada de familiares e amigos”, escreveu a família dela em um comunicado, no qual declarou que ela estava doente há algum tempo e faleceu em sua casa, em Berea, cercada de parentes e amigos. A morte da intelectual norte-americana foi divulgada pela sobrinha dela, Ebony Motley, em um comunicado à imprensa e nas redes digitais.  “Ela estava doente e rodeada de amigos e familiares quando morreu”,escreveu Ebony Motley.

 

 

 

Glória Jean Watkins (seu nome de registro) nasceu em 25 de setembro de 1952, em Hopkinsville, Kentucky. Quarta filha entre sete irmãos, adotou o nome “bell hooks” em homenagem à sua bisavó materna, Bell Blair Hooks. Contudo, seu nome artístico “bell hooks”, com as letra iniciais dos dois nomes em minúsculo porque se tratava de um posicionamento pessoal da autora que buscava destacar o conteúdo da sua escrita e não à sua pessoa. hooks publicou seu primeiro livro de poemas “And There We Wept” sob seu pseudônimo em 1978.

 


Mais de 40 livros

 

Seu primeiro livro “E eu não sou uma mulher? Mulheres negras e feminismo” foi publicado em 1981. Ela publicou mais de 40 livros em 15 idiomas diferentes, incluindo ensaios, poesia e livros infantis. Entre os temas tratados em sua obra, destacam-se feminismo, racismo, cultura, papeis de gênero, amor e espiritualidade.

 

 

Mestre em Língua Inglesa pela Universidade de Stanford e doutora em Literatura pela Universidade de Winsconsin, bell hooks chegou a frequentar escolas segregadas na infância. Em 2004, a autora retornou ao seu estado natal, Kentucky, para lecionar na Universidade de Berea. Em 2010, a instituição abriu o Instituto bell hooks, que abriga sua coleção de arte afro-americana, objetos pessoais e cópia de livros publicados em outros idiomas. O acervo já foi visitado por feministas históricas de jovens, como Gloria Steinem e Emma Watson.

 

 

No Brasil, ganhou destaque por meio da publicação de obras traduzidas como “Olhares negros: raça e representação”, “Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade” e “O feminismo é para todo mundo”.

 

 

A escritora e ativista bell hooks — Foto: Divulgação
A escritora e ativista bell hooks — Foto: Divulgação

 

bell hooks foi uma das escritoras feministas e teóricas mais importantes de sua geração. Ela era capaz de escrever ensaios com tom político, mas também bem pessoal. Nos textos, ela poderia também analisar clipes de Madonna ou a representação de negros americanos no cinema.

O trabalho de bell hooks já foi descrito como “a redefinição do feminismo”. Para o jornal “Washington Post”, ela conseguiu ampliar um movimento que muitas vezes era visto principalmente como associado a mães e esposas brancas, de classe média e alta.

Feminismo negro e a música negra afro-americana

 

Confira a música Respect, com Aretha Franklin – Respect [1967] (Aretha’s Original Version)

 




 

 

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