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A violência contra a mulher idosa é ainda mais cruel, diz delegada Jozi Crispim, da DEDM de Cuiabá

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Quarenta e oito por cento das 4.840 das ocorrências de violência registradas contra a pessoa idosa em Mato Grosso de janeiro a julho deste ano foram praticadas contra a mulher idosa. É o que apontam as estatísticas da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp/MT).  Isso equivale a 2.323 crimes praticados contra a idosa em sete meses, o que representa uma média de 331 por mês.

 

 

No ano em que se celebra 16 anos da Lei Maria da Penha, os números revelam que a violência de gênero, portanto, independe da faixa etária da vítima. Segundo o Estatuto da Pessoa Idosa, a pessoa com idade igual ou superior a 60 anos é considerada idosas.

Ascom PJC/MT
Ascom PJC/MT

O artigo 19, §1º do Estatuto da Pessoa Idosa, diz que a violência contra a pessoa idosa é qualquer ação ou omissão praticada em local público ou privado que lhe cause morte, dano ou sofrimento físico ou psicológico.

 

 

Para a delegada Jozi Crispim, da Delegacia Especializada da Defesa da Mulher em Cuiabá, a violência de gênero contra à mulher idosa é ainda mais cruel porque nessas circunstâncias, “os agressores se valem da vulnerabilidade quanto a idade e, por se tratarem de violências que ocorrem sempre no espaço intrafamiliar, se tornam ainda mais complexas e delicadas as investigações, por não ser plausível exigir da vítima uma postura de enfrentamento”.

 

 

E por serem casos complexos que os índices, embora sejam altos, não representam a realidade. Autoridades admitem que a subnotificação é alta. Na análise da delegada Jozi, os motivos que dificultam o combate a esse tipo de violência são vários: medo de represálias, a insegurança e até mesmo por questões de afeto, instinto maternal. Não é raro, segundo a delegada, a vítima idosa tomar uma postura de omissão ou até mesmo de defesa do companheiro ou familiar agressor.

 

 

A Lei Maria da Penha, a 11.340 ampara as mulheres na garantia do direito de viver sem violência no contexto de gênero, nas relações afetivas e familiares que possam violar seus direitos humanos como mulheres – o que alcança milhares de mulheres idosas, que sofrem violências praticadas por familiares, companheiros e/ou ex-companheiros.

 

 

Além de crimes psicológicos, mulheres idosas também sofrem crimes sexuais, não sendo raro as notícias de vítimas com mais de 60, 70, 80 ou até 90 anos .

 

 

Aqui em Mato Grosso, foi amplamente divulgado o assassinato de Eracy de Campos, 71, pelo filho de 33 anos, no mês de maio. O corpo da idosa foi encontrado por policiais militares em cima da cama no apartamento em que morava já em estágio avançado de decomposição.

 

 

Salvina dos Santos Vidal, de 74 anos foi assassinada numa manhã de um domingo em Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá quando saiu para caminhar no começo daquele dia. O corpo dela, sem roupas e com ferimentos, foi encontrado em um terreno baldio. Exames devem apontar a causa da morte e se a idosa foi vítima de abuso sexual. O crime aconteceu em 2020.

 

 

As ocorrências mais registradas na Delegacia da Mulher em Cuiabá são as ameaças, lesões e injúrias. Nos casos em que se observa que a vitima idosa está sofrendo maus tratos ou outros crimes previstos no Estatuto do Idoso, a ocorrência ou investigação preliminar é encaminhada para a Delegacia do Idoso.




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