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A tragédia sem fim de nosso País

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O Brasil vive um pesadelo que parece nunca acabar. As mortes diárias por Covid atingiram ontem o número recorde de 1.582. Até agora o total de mortes é de 251.498 pessoas.

 

Mas foi esse momento que Bolsonaro aproveitou para mais uma vez fazer, sem nenhuma fundamentação científica mas com muita “convicção”, sua propaganda contra o uso de máscaras, internacionalmente recomendada como meio preventivo seguro contra a contaminação.

 

Enquanto o presidente continuar desinformando a sociedade, a maioria desta tenderá a seguir a rotina mortal de subestimar o contágio e se aglomerar, por vontade própria, em bares, praias e festas ou por falta de opção, por ser obrigada a trabalhar fora, em ônibus e trens lotados.

 

Não adiante ficar chamando o povo de “ignorante” porque a questão é muito mais complexa do que a da desinformação individual.

 

O nome certo é consciência dos riscos, mas em escala social esta só surte efeito quando assume a forma do medo. E o medo da população contra a Covid só acontece quando o governo faz uma eficiente campanha de informação e convencimento dos riscos reais da pandemia, e não a chamando de “gripezinha”. Somente por meio do medo é que a maioria das pessoas adotam medidas preventivas, como o uso de máscaras, por exemplo.

 

Mas para que o medo possa ter efeitos positivos na prevenção social é preciso que o povo veja no governo um comportamento sério e responsável no combate à pandemia, com o auxílio emergencial para a maioria mais pobre da população, a garantia do emprego, de UTIs e oxigênio, e sobretudo a produção de vacinas e a organização eficaz da vacinação para todos no menor prazo possível.

 

E mais, se mesmo com toda a campanha de informação oficial (o que não é obviamente o caso do Brasil de Bolsonaro) o medo ainda for menor do que a subestimação dos riscos da Covid, o governo deve impor a medidas preventivas pela força da lei, como os lockdowns, por exemplo. Isso é assim porque nas sociedades, de modo geral, a maioria das pessoas não age por autodisciplina, mas de forma individualista.

 

Apenas a minoria da sociedade que tem clara consciência dos riscos é que se impõe a autodisciplina, e se não tem condições de fazer isolamento social total, pelo menos usa máscaras, álcool gel e na medida do possível mantem o distanciamento social.

 

Mas enquanto tivermos na presidência alguém que não se importa com as mortes do povo e reage com o cínico “E daí?”, infelizmente para o nosso povo, consciente ou não, mais caos na vacinação, mais sofrimentos e mortes que poderiam ser evitadas, virão.

 

Lula usa máscara. Ele não!

 

 

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