Publicidade

À PGR, Pacheco pede prisão e bloqueio de bens de 38 terroristas que invadiram o Senado

  • em



Para presidente do Senado, não é justo que a sociedade “pague pelos danos causados por uma minoria extremista”. Aras também é pressionado a investigar Bolsonaro

 

 

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), entregou nesta sexta-feira (13) ao procurador-geral da República, Augusto Aras, uma representação contra os terroristas que invadiram o Congresso Nacional no último domingo (8). A Polícia Legislativa e a Advocacia-geral do Senado identificou 38 pessoas que vandalizaram o Congresso.

 

 

Pacheco disse confiar no Ministério Público acusar criminalmente os envolvidos nos atos terroristas cometidos em Brasília. Além disso, ele chamou a atenção para a necessidade de ressarcimento dos danos. Nesse sentido, ele sugeriu a prisão preventiva e o bloqueio de bens dos vândalos que foram presos em flagrante, durante a invasão.

 

 

 

 

“Algo que me toca é a reparação do dano civil em função dos danos causados ao Senado Federal. Nós fizemos um levantamento, ainda preliminar, do custo disso. É um dano milionário, de quebra de vidros a portas, tapetes, obras de arte. São danos muito concretos e de grande magnitude”, afirmou Pacheco.

 

 

De acordo com o senador, não é justo que a sociedade “pague pelos danos causados por uma minoria extremista que pretendeu fazer um golpe no País”. Levantamento preliminar estima em até R$ 4 milhões os prejuízos causados pelos golpistas, somente no Senado.

 

 

 

Em resposta, Aras disse que o Ministério Público Federal (MPF) “cumprirá o seu dever”. Ele deu prazo até a próxima terça-feira (17) para que o recém-formado Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos apresente as primeiras denúncias contra os invasores terroristas. “Neste momento, em especial, nosso Ministério público está totalmente voltado para a apuração dos responsáveis, identificação dos responsáveis, e buscar a punição dos culpados”, afirmou o PGR.

Aras pressionado a investigar Bolsonaro

 

 

Além disso, Aras é pressionado por membros da sua própria corporação para investigar a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro nos atos golpistas. Assim, nesta quinta-feira (12), 80 procuradores, encaminharam ao PGR uma representação que pede que o ex-presidente seja investigado por “incitação ao crime”.

 

 

Os procuradores destacam que Bolsonaro “se engajou” na disseminação de informações falsas que alimentaram a desconfiança sobre o processo eleitoral e sobre a lisura do resultado das eleições. Lembram, por exemplo, o então presidente convocou uma reunião com embaixadores para tentar desacreditar, perante o mundo, o sistema eleitoral brasileiro. O episódio ocorreu em julho do ano passado, às vésperas do início oficial da campanha eleitoral.

 

 

As mentiras não cessaram, nem após o fim das eleições, nas quais saiu derrotado. Na última terça-feira, Bolsonaro publicou e depois apagou um vídeo em que o procurador bolsonarista Felipe Gimenez diz que “Lula não foi eleito, mas escolhido pelo STF e TSE”. O ato foi visto como uma forma do ex-presidente atiçar seus apoiadores, apenas dois dias após os bolsonaristas terem depredado às sedes dos Três Poderes.

 

 

Os procuradores dizem ainda que “a posição de proeminência de Bolsonaro sobre uma porção expressiva da população (até decorrente do cargo que até outro dia exercia) confere a palavras um peso fundamental de endosso às campanhas de desinformação que, por sua vez, nesse momento em que vivemos, movem atos antidemocráticos graves e violentos”.

 

  • Compartilhe

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *