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A função dos militares em caso de pandemia

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As forças democráticas têm ignorado que o Exército Brasileiro possui um Batalhão de Engenharia com significativa capacidade técnica para a construção de estradas, ferrovias, pontes, e que, como parte do Estado, deve ser acionado para a realização de obras emergenciais, sobretudo junto às comunidades mais carentes de serviços, como água corrente e saneamento básico. Afinal, resulta ser até desrespeitoso recomendar que todos lavem as mãos, sabendo que boa parte dos brasileiros nem possuem água encanada e potável.

 

Porém, há exemplos de outros países que podem ser legitimamente utilizados para reivindicar a presença do Batalhão de Engenharia junto a populações mais sofridas. O Exército do Irã, construiu um hospital de campanha, com 2 mil leitos, em 48 horas (foto do destaque). O Exército da Argentina está produzindo máscaras e distribuindo água potável e alimentos nos bairros mais pobres do país. O Exército Bolivariano da Venezuela, já com profunda consciência política e social, desde que Hugo Chávez foi eleito, mantém sistemática ação solidária de documentação, atenção médica, vacinação aos bairros que herdaram carências mais estruturais. E agora, trabalha intensamente na prevenção ao Coronavírus, mas, ao mesmo tempo, sem descuidar da mobilização e da educação cívico-militar do povo, para defender-se de eventual agressão dos EUA, anunciada prepotentemente por Donald Trump.

 

Indicador de que nas FFAAs há avaliação mais realista sobre a Pandemia, destoando a posição irresponsável de Jair Bolsonaro, foi a colocação do Batalhão de Guerra Biológica do Exército Brasileiro nas ruas de várias capitais, entre elas Brasília, onde os militares desinfetaram a Rodoviária, o Metrô, os Hospitais Públicos etc.  Já que estamos em situação extraordinária de Pandemia, é justo que a Central Única de Favelas, associações de moradores e movimentos populares, reivindiquem uma presença regular e constante dos efetivos do Batalhão de Engenharia, instalando sistemas práticos de água corrente em localidades privadas deste serviço básico. Afinal, todos os cidadãos brasileiros pagam os impostos que sustentam a estrutura militar, o que lhes dá o direito de exigir que toda uma estrutura capacitada, especializada e disciplinada, seja usada agora na guerra contra o Covid-19, que ameaça a vida dos brasileiros, sobretudo os mais pobres, sempre ameaçados e agredidos pela falta de serviços básicos de água e esgoto.

 

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