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A Frente Ampla nas eleições

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A Frente Ampla, assim como o segundo turno, são conceitos modernos. O primeiro veio da França onde tem duas eleições, até para os deputados. O segundo foi instalado na Segunda Grande Guerra por Winston Churchill e pode ser resumido na sua célebre frase: “Se Hitler invadisse o Inferno, eu faria uma referência favorável ao diabo na Câmara dos Comuns.”

 

O premier inglês foi o primeiro a fazer o dever de casa desta ideia de Frente Ampla. Ele substituiu Arthur Neville Chamberlain do mesmo Partido Conservador e que flertava com Adolf Hitler. Churchill era implacável com os nazistas e conquistou os Trabalhistas, formando um gabinete de Frente Ampla.

 

Dessa forma, aos poucos, Estados Unidos e União Soviética, Partisans e nacionalistas ficaram ao lado da Inglaterra na sua Frente Ampla contra o Eixo.

 

Nestas eleições municipais e na eleição presidencial e estadual de 2022, particularmente, defendo a Frende Ampla contra o presidente Jair Bolsonaro. Por isso mesmo, acerta o Governador Flávio Dino, do PCdoB, quando incorpora à sua base, setores que no plano federal apoiam o presidente. Rubens Júnior, da mesma legenda do governador, reproduz na sua coligação para a Prefeitura de São Luís esse conceito de Frente Ampla. Assim, você tira do inimigo, forças consideráveis que poderiam estar voltadas contra si mesmo.

 

Errado seria, em nome do pragmatismo, apoiar forças bolsonaristas na cabeça de chapa, como insistem nossos companheiros do PT de Caxias e que muitos dos nossos, também por mero pragmatismo, preferem por uma venda ou colocar a cabeça no chão que nem avestruz. Getúlio Vargas era ditador, entregou Olga Benário para os campos de concentração da Alemanha. Porém, comunistas e democratas fizeram campanha para o Brasil lutar ao lado dos aliados, pois era Frente Ampla contra o nazifascismo. E nem a Inglaterra, EUA ou a então URSS fizeram oposição a esta decisão.

 

Assim que é!

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