A construção da soberania de um povo começa pelo processo de alfabetização

 

Instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas) e pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no ano de 1967, a data de 8 de setembro tem como objetivo discutir questões relacionadas com a alfabetização em todo o mundo e promover alternativas para solucioná-los.

Os índices de analfabetismo ainda são altos, especialmente nos países cujo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é considerado abaixo do tolerável, ou seja, países com IDH até 0,499.

Segundo pesquisa realizada pela ONU, atualmente 781 milhões de adultos em todo o mundo não sabem ler, escrever ou contar, e aproximadamente 250 milhões de crianças são consideradas analfabetas funcionais: decodificam a palavra escrita, mas não conseguem compreender aquilo que leem.

No Brasil, segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 (quinze) anos ou mais em 2016 era de 11,8 milhões de analfabetos o que corresponde a 7,2% da população.
É oportuno refletirmos sobre esses números alarmantes que revelam o desafio gigantesco de alfabetizar como prioridade.

Crianças, jovens e adultos alfabetizados proporciona a formação de leitores críticos e pensantes. Verifica-se a redução das injustiças sociais, coopera para uma sociedade bem organizada e isso altera significativamente os rumos de um país.

(*) Por Mariliz Nery, professora e alfabetizadora