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30% das mulheres já foram ameaçadas de morte por parceiro ou ex; uma em cada 6 já sofreu tentativa de feminicídio

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25 de novembro é o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres e data que dá início à campanha “16 dias de ativismo contra a violência de gênero” e, segundo levantamento da Agência Patrícia Galvão,  57% dos brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de ameaça de morte pelo atual parceiro ou ex; 37% conhecem uma mulher que sofreu tentativa ou foi vítima de feminicídio íntimo

 

 

Acesse na íntegra o relatório da pesquisa Percepções da população brasileira sobre feminicídio, realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e Locomotiva (novembro/2021), com apoio do Fundo Canadá.

 

 

Para 9 em cada 10, o local de maior risco de assassinato de mulheres é dentro de casa, por um parceiro ou ex

 

 

93% dos entrevistados concordam que a ameaça de morte é uma forma de violência psicológica tão ou mais grave que a violência física. 97% concordam que mulheres que permanecem em relações violentas estão correndo risco de serem mortas e para 87%, terminar a relação é a melhor forma de acabar com o ciclo da violência doméstica e evitar o feminicídio.

 

 

Ao mesmo tempo, o momento percebido como de maior risco de assassinato da mulher que sofre violência doméstica pelo parceiro é justamente o do rompimento da relação para 49%, embora para 28% seja a qualquer momento.

90% sabem o que significa feminicídio e apenas 7% nunca ouviram falar sobre a lei do feminicídio

 

 

Menos da metade sabe o significado do termo “feminicídio íntimo”, mas após serem apresentados ao significado, 98% dos entrevistados reconhecem a gravidade do assunto e para 96% a frequência dos casos de feminicídio íntimo tem aumentado nos últimos 5 anos Entre as mulheres,  93% consideram que esse crime tem aumentado muito nos últimos 5 anos, enquanto entre os homens são 77%. Para 86%, os feminicídios estão se tornando mais cruéis e violentos do que os cometidos no passado.

 

 

68% dizem saber ao menos um pouco sobre a lei do feminicídio e apenas 7% nunca ouviram falar sobre ela.

Para a maioria, diferentes grupos de mulheres são igualmente vulneráveis

 

 

Embora as mulheres heterossexuais, as moradoras da cidade e das periferias e as mulheres pobres e negras sejam percebidas como mais vulneráveis, a maioria considera que todos os grupos de mulheres correm o mesmo risco de feminicídio.

 

57% conhecem uma mulher que foi vítima de ameaça de morte pelo (ex) parceiro

 

 

 

37% conhecem uma mulher que sofreu tentativa ou foi vítima de feminicídio íntimo – entre as mulheres, são 43%

30% das mulheres já sofreram ameaça de morte por ao menos um parceiro ou ex-parceiro; 7% foram ameaçadas por mais de um parceiro


57% das mulheres que foram ameaçadas terminaram o relacionamento; 12% não tomaram nenhuma atitude ou não levaram a sério

1 em cada 6 brasileiras já foi vítima de tentativa de feminicídio íntimo


 

 

16% das mulheres declaram já terem sofrido tentativa de assassinato por ao menos um parceiro; entre as mulheres negras são 18%. Chama atenção que, entre as mulheres que já sofreram ameaça de morte pelo atual ou ex-parceiro, mais da metade (53%) disseram também terem sido vítimas de tentativa de feminicídio.

 

 

Responsabilização dos homens x culpabilização da mulher

  • 65% consideram que o homem que comete feminicídio é o responsável pelo crime e deve ser punido. Contudo, 1 em cada 3 culpa a mulher pelo feminicídio: 30% culpam ambos (homem e mulher) e 3% culpam a própria mulher.
  • 94% das mulheres consideram que a responsabilidade do feminicídio é sempre do homem que o cometeu, enquanto para 11% dos homens nem sempre um agressor deve ser responsabilizado por um feminicídio.
  • A percepção de impunidade é alta: apenas 25% acreditam que a maioria dos homens que ameaçam suas (ex-)parceiras são devidamente punidos na maior parte das vezes e 27%, que há punição para quem tenta ou pratica feminicídio.
  • 92% consideram que os homens que cometem violência doméstica contra mulheres sabem que isso é crime, mas continuam a agredir porque confiam que não serão punidos.

 

 

Saídas para as mulheres sob ameaça

 

 

As principais portas de saída são a polícia e os serviços de apoio às vítimas, mas há uma série de desafios a serem enfrentados, como a percepção de baixa eficiência do aparato policial para esse tipo de caso, o desconhecimento de equipamentos de apoio e a sensação de impunidade dos agressores.

 

  • Para 91%, a delegacia da mulher é o principal serviço que a mulher ameaçada de feminicídio deve buscar
  • Espontaneamente, 67% citam o telefone da Polícia Militar (190) como referência para mulheres que estejam sendo agredidas ou ameaçadas por um (ex-) parceiro e corram o risco de serem assassinadas e 20% citam o 180 – a Central de Atendimento à Mulher.
  • 95% concordam que se alguém vê ou ouve um homem ameaçando de morte uma mulher essa pessoa deve denunciar e 90% das mulheres (e 80% dos homens) consideram que arma de fogo em casa dificulta que a mulher denuncie e aumenta o risco de que ela seja assassinada.
  • 79% concordam que muitos policiais não acreditam na seriedade da denúncia de ameaça e no risco que a mulher corre. Essa percepção é maior entre as mulheres negras e atinge 84% das entrevistadas.
  • 78% consideram que a justiça brasileira trata a violência contra as mulheres como um assunto pouco importante. Essa opinião é compartilhada por 83% das mulheres e 73% dos homens.

 

 

População demanda aumento da rede de apoio e melhoria dos serviços existentes

 

 

  • Para 90%, se as mulheres ameaçadas de feminicídio tivessem apoio do Estado elas se sentiriam mais seguras para denunciar e sair da relação violenta.
  • 85% acreditam que os serviços de atendimento à mulher agredida sejam bons, mas estão presentes em poucas cidades e não dão conta de atender as mulheres em todo o país.
  • Maioria é a favor da promoção de campanhas para sensibilizar a população sobre essas questões e estimular a denúncia e também apoiam a capacitação dos profissionais dos serviços de assistência para avaliarem o risco das mulheres, até porque, para 93% da população, mais importante do que punir o assassino é evitar o assassinato da mulher.

 

 

Sobre o estudo

 

 

A pesquisa Percepções da população brasileira sobre feminicídio foi realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e Instituto Locomotiva, com apoio do Fundo Canadá. Participaram do estudo online 1.503 pessoas (1.001 mulheres e 502 homens), com 18 anos de idade ou mais, entre 22 de setembro e 6 de outubro de 2021. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.

 

 

“A pesquisa mostra que a violência doméstica e o risco de feminicídio assombram o cotidiano das brasileiras: 30% das mulheres já foram ameaçadas de morte por um parceiro ou ex, sendo que 7% disseram já terem sido ameaçadas por mais de um parceiro. Chama atenção que, entre as mulheres que já sofreram ameaça de morte pelo atual ou ex-parceiro, mais da metade (57%) terminaram o relacionamento, mas 12% disseram que não tomaram nenhuma atitude. E das mulheres que foram ameaçadas, 53% disseram também terem sido vítimas de tentativa de feminicídio, o que reforça a importância de que as ameaças sejam levadas a sério, tanto pela mulher como pelas autoridades quando ela faz uma denúncia”, alerta Jacira Melo, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão.

 

 

Na avaliação de Jennifer May, embaixadora do Canadá no Brasil, “os resultados da pesquisa, organizada pelo Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Fundo Canadá, nos trazem análises fundamentais sobre a percepção social e os efeitos do feminicídio em nossas comunidades e, mais ainda, uma oportunidade para discutirmos as formas de combater essa violência tão atroz, que afeta mulheres e meninas em todo o mundo”.

 

 

Acesse na íntegra o relatório da pesquisa Percepções da população brasileira sobre feminicídio, realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e Locomotiva (novembro/2021), com apoio do Fundo Canadá.

 

 

Contatos
Eliane Barros – Instituto Patrícia Galvão (11) 94481-9443 | elianebarros@patriciagalvao.org.br
Gerson Sintoni – GBR Comunicação/Instituto Locomotiva | (11) 99687-9074 | gerson.sintoni@gbr.com.br

 

 

Consulte também o Banco de Fontes do Instituto Patrícia Galvão com dados e contatos de especialistas em violência de gênero de todo o país.

 

 

 

 




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