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26º Grito dos Excluídos em Brasília foi marcado por ato cênico em defesa da vida e contra Bolsonaro

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Devido à pandemia de Covid-19, o 26º Grito dos Excluídos substituiu a costumeira mobilização de milhares de pessoas em Brasília por um ato cênico em defesa da vida e contra as atrocidades do presidente Jair Bolsonaro e a parcialidade do Judiciário.

 

Com o lema “Basta de miséria, preconceito e repressão! Queremos trabalho, terra, teto e participação!”, o ato cênico em frente ao Teatro Nacional de Brasília foi transmitido nas redes e ainda levantou a hashtag #ForaBolsonaroEMourao, que ocupou os assuntos do momento neste 7 de setembro. A performance durou cerda de uma hora.

 

Os manifestantes inflaram um boneco de Bolsonaro e um grupo de mulheres mostrava as mãos cobertas de tinta vermelha para denunciar a violência de gênero. Outro grupo usava máscaras de ratos em protestos contra a corrupção e o que consideram tentativas de rasgar a Constituição. Um jovem interpretou um Cristo negro, cravejado de balas, para denunciar a violência urbana.

 

 

“É o grito dos mais de 13 milhões de brasileiros, especialmente negros com baixa escolaridade, que estão em situação de pobreza extrema, vivendo nas ruas, nos cortiços, favelas, ocupações e periferias, abandonados por este governo que só pensa em acabar com políticas sócias para os mais vulneráveis”, afirma a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

 

“Estamos em tempos difíceis,a pandemiaacometida pelo coronavirus (COVID-19), já matou milhares de  pessoas, são milhares defamílias que sofrem por ter perdido seus entes queridos. Infelizmente, existe uma omissão por parte do governo brasileiro, falta de vontade em resolver as questões da saúde. Um ministério que não se deixa orientar pelos conhecimentos científicos; incapacidade de administrar os recursos destinados ao combate a pandemia. Há uma indiferença em relação aos cuidados da vida,  avanço de desmonte de direitos sociais; alimenta-se a cultura do ódio sustentada pelas notícias  falsasmanifestadas nas redes sociais”, diz trecho da Carta de Apoio da CNBB  ao movimento.

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