Publicidade

2.216 pessoas morrem de Covid-19 nas últimas 24h e média móvel volta a subir. Estudo mostra eficácia da Coronavac

  • em



O Brasil tem 2.216 mortes por Covid-19 e 85.149 casos confirmados nas últimas 24 horas, de acordo com números atualizados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (11). Esses resultados totalizam, segundo a contagem do Conass, 484.235 mortes em 15 meses e 17.296.118 casos confirmados.

 

 

Os números do consórcio de imprensa indicam que o Brasil registrou 2.215 mortes por Covid-19, nas últimas 24 horas. O número levou a média móvel de óbitos voltar a ficar acima de 1.900. O total de mortes no País, até esta sexta-feira (11), é de 484.350.

 

 

Já o total de novos casos da doença registrados nesta sexta foi 86.061 totalizando 17.301.220 de testes positivos de coronavírus desde o início da crise sanitária no País.

 

 

Os dados obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa são coletados nas secretarias estaduais de saúde. A média móvel de mortes, que nesta sexta foi de 1.912, é o cálculo da média de óbitos a partir dos dados dos últimos sete dias. Este número está acima de 1.000 há 142 dias. Durante a chamada primeira onda, o maior tempo que a média móvel ficou acima de mil foi 31 dias.

Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, o novo coronavírus já infectou mais de 175 milhões de pessoas em todo o mundo. O marco é alcançado 16 meses após seu surgimento na cidade chinesa de Wuhan. O número de mortos por covid-19 no mundo já ultrapassou 3,5 milhões. Por outro lado, mais de 93,9 milhões de pessoas já se recuperaram da doença globalmente.

 

Ciência e Coronavac

Matéria da revista Exame, desta semana, mostra que a Coronavac pode estimular uma defesa mais completa contra Covid-19, segundo uma pesquisa realizada no Chile.Confira a matéria completa a seguir:

 

Coronavac pode estimular defesa mais completa contra covid, indica estudo

Embora induza uma produção mais baixa de anticorpos, a vacina chinesa seria capaz de treinar o sistema imunológico a agir contra todas as partes do vírus e variantes

 

Com os resultados da fase 3 dos estudos clínicos da Coronavac no Chile, pesquisadores da PUC do país divulgaram dados sobre a resposta imunológica dos pacientes, ou seja, o tipo e a quantidade de anticorpos produzidos pelo organismo para combater o coronavírus.

 

Os dados, divulgados semana passada, ganharam relevância no Brasil diante das variantes como a P.1 (de Manaus). Especialistas, porém, têm diferentes interpretações sobre os dados.

 

Publicado como preprint (versão ainda não revista por outros cientistas), trata-se de estudo pequeno com 434 participantes vacinados no intervalo de duas semanas (0-14) entre novembro de 2020 e janeiro de 2021. A análise sobre a resposta imunológica foi feita em 190 voluntários.

 

Os cientistas chilenos analisaram a presença de anticorpos neutralizantes, capazes de bloquear a entrada do vírus na célula humana. A Coronavac induz produção de anticorpos menor do que outras vacinas, como Pfizer e Moderna.

 

Nesse aspecto, o estudo apenas confirma dados que já haviam sido reportados pelos estudos chineses de fases 1 e 2. “A Coronavac é capaz de gerar estes anticorpos tanto em jovens como em pessoas mais velhas, mas a quantidade gerada é muito baixa, pois eles deixam de ser detectados se o soro foi diluído mais do que 16 vezes”, explica o biólogo Fernando Reinach, colunista do Estadão.

 

Os anticorpos não são medidos em quantidade, mas sim conforme a capacidade de proteção em caso de diluição. Como comparação, outras vacinas em uso conseguem neutralizar o vírus mesmo quando são diluídas 300 vezes. Quando uma vacina produz muitos anticorpos, diz Reinach, há maior chance de ser resistente a variantes. “Mais espaço para perder eficácia e, mesmo assim, funcionar”.

 

Alguns especialistas têm interpretação diferente. É o caso de Daniel Y. Bargieri, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, e Mellanie Fontes-Dutra, pesquisadora em bioquímica do Instituto de Ciências Básicas de Saúde da UFRGS. “É normal e esperado que vacinas baseadas em vírus inativados, como a Coronavac, estimulem quantidades menores de anticorpos do que vacinas que não usam o vírus inteiro. São estratégias diferentes”, diz trecho de artigo dos dois cientistas.

 

Imunizantes de mRNA ou RNA mensageiro, como a da Pfizer, são criados a partir da replicação de sequências de RNA (primo do DNA) por meio de engenharia genética. O RNA mensageiro mimetiza a proteína spike, específica do vírus Sars-CoV-2, que o auxilia a invadir as células humanas. Essa “cópia”, porém, não é nociva como o vírus, mas suficiente para desencadear reação do sistema imunológico, que cria a defesa. A Coronavac é feita com o vírus inativado: ele é cultivado e multiplicado numa cultura de células e depois inativado por meio de calor ou produto químico.

 

Bargieri afirma que, apesar de estimular níveis mais baixos de anticorpos, a Coronavac busca gerar resposta imunológica para outras proteínas do vírus, incluindo a indução de células do sistema imunológico (linfócitos). Segundo ele, essa característica não havia sido detectada pelos estudos chineses e pode ser apontada como a grande novidade do estudo chileno.

 

“Esse dado é uma ótima notícia, pois indica que a vacina é capaz de treinar o sistema imunológico para agir contra todas as partes do vírus, não apenas contra a proteína S, com a presença dos linfócitos para compor o arsenal da resposta contra a infecção viral. Provavelmente a Coronavac é menos suscetível às mutações que o vírus faz na proteína S”, diz o pesquisador.

 

O Butantan afirmou que vai entregar os dados completos sobre imunogenicidade – capacidade de geração de respostas imunes aos vacinados – para a Anvisa no dia 30 de abril.

  • Compartilhe

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *