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A verdade sobre a CEB

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O governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), tenta enganar a população ao dizer que não há outro caminho para a CEB a não ser a privatização. Ele disse que “a privatização da CEB é irreversível e vai continuar sendo tocado como uma das prioridades do governo”.

Mas o governador omite uma informação importante que consta no último balanço da CEB: o ativo circulante da empresa é R$ 70 milhões maior que o passivo circulante e que o ativo total é de R$ 2,8 bilhões. Além disso, a empresa tem créditos junto ao GDF e UnB, entre outros. Sem contar o patrimônio imobiliário bilionário, que pode ser usado para aumentar seu caixa e viabilizar investimentos na rede de distribuição.

Se a CEB for privatizada, seu valor de mercado levará em conta o fluxo de caixa, sem considerar o patrimônio imobiliário. Quem comprar, terá liberdade para vender os ativos não operacionais, gerando grande lucro nos primeiros anos e distribuição de dividendos magníficos, para enriquecer investidores privados. Esses ativos devem ser usados para ampliar a capacidade de investimento.

A Lei Orgânica do DF prevê que qualquer privatização de empresa pública precisa ser aprovada pela Câmara Legislativa, com dois terços de votos (16 deputados). Portanto, é hora de pressionar os deputados distritais para que não permitam que a CEB seja a privatizada.

A CEB é patrimônio do povo, essencial para garantir acesso à energia elétrica de qualidade e preço justo, remunerando o capital investido pelo povo e tratando a energia como um bem essencial à cidadania, jamais uma mercadoria.

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