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No DF, diretores de escolas de Samambaia defendem isolamento e pedem apoio da comunidade

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O pico da pandemia do novo coronavírus ainda não chegou no Brasil. As mortes por covid-19 – doença provocada pelo vírus – cresce sem controle e, com isso, o Brasil já superou a China, a Itália e a Espanha em números de contaminados, mortos e internados. Com recorde registrado de 11.123 óbitos até domingo (10/5), às 18h, o País só não superou ainda os Estados Unidos e o Reino Unido.

 

Se depender da gestão do presidente Jair Bolsonaro, esse número vai piorar. Todos os discursos dele sobre a pandemia menosprezam o poder do novo coronavírus e criticam as medidas de isolamento: único “remédio” contra a peste. Dentre várias ilegalidades relacionadas à pandemia, ele chegou a ir no Supremo Tribunal Federal (STF), com empresários e ministros de Estado, para constranger os ministros do Supremo e seu presidente, Dias Toffoli, a obrigar governadores a relaxarem nas medidas de contenção do avanço da pandemia do novo coronavírus, cujo pico está sem previsão de chegada. Há estudos indicando que, no caso do Brasil, só depois do Natal.

 

O último balanço do Ministério da Saúde divulgado, às 17h, de domingo (10/5), que só registra mortes por covid-19 confirmadas e apresenta centenas de milhares de subnotificações, indica que o Brasil estava, até domingo (10), com 162.699 casos confirmados (eram 155.939 no sábado, 9/5).  O Distrito Federal ligou o alerta vermelho na semana passada. A curva ascendente na quantidade de pacientes internados em UTI com coronavírus apontava para um cenário de superlotação da rede de saúde nos próximos 15 dias.

 

Em apenas 7 dias, o número de pacientes internados cresceu 73% na capital do País. Entre terça-feira (28/4) e terça-feira (5/5), o número de pessoas em UTI saltou de 34 pessoas para 59. Segunda-feira (4/5), o HRAN – unidade de referência no DF para a Covid-19 – estourou seu limite, com 100% das UTI ocupadas. Nesta segunda-feira (11/5), o DF registrou 2.740 casos e 43 mortes por covid-19.

 

Pensando nisso e num suposto calendário de volta às aulas do governo Ibaneis Rocha (MDB), os diretores de escolas e gestores das Coordenações Regionais de Ensino do Distrito Federal (CRE) da rede pública de educação do DF decidiram enviar cartas às mães, pais e responsáveis pelos estudantes para explicar a situação, pedir apoio ao isolamento e retorno das escolas somente em um momento seguro.

 

Nas cartas, os diretores explicam que a escola é local de aglomeração de pessoas e um dos principais ambientes de contágio e disseminação do novo coronavírus. Em sintonia com a diretoria colegiada do sindicato, os gestores aprovaram, em reunião realizada no dia 27/4, a proposta do Sinpro-DF de encaminhar cartas à comunidade. A reunião virtual ocorreu logo depois que o governador Ibaneis decidiu seguir a necropolítica de Jair Bolsonaro e revogar os decretos dele mesmo que implantaram o isolamento social no DF.

 

O Sinpro-DF já recebeu cartas de outras Regionais que serão postadas, posteriormente, na sequência de matérias sobre este tema. Os diretores de escolas e Regionais que quiserem publicar sua carta, podem enviá-la para a diretoria do sindicato por meio do endereço:  faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br

 

Clique aqui para ler o conteúdo completo da carta. 

 

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