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Professores de Niterói (RJ) denunciam tratamento desumano durante a pandemia

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Em carta aberta, os professores do Colégio Estadual Baltazar Bernardino, de Niterói, Rio de Janeiro, denunciam o tratamento desumano a que vêm sendo submetidos durante a pandemia. São obrigados a trabalhar, sob pressão, utilizando-se de plataformas digitais sem o devido treinamento. A diretora da escola, que era hipertensa, morreu de infarto.

 

Esses profissionais da educação comunicam à população que as condições impostas pela Secretaria de Educação do Rio de Janeiro à direção geral, direção adjunta, coordenações e orientação pedagógicas são inaceitáveis. “A diretora geral Luciana Duarte Macedo, mesmo tendo sofrido torsão no joelho dentro da escola, vinha sendo desumanamente cobrada pela SEEDUC, via Regional Baixadas Litorâneas, a cumprir extensas jornadas de trabalho, inclusive durante as madrugadas, em regime de home office.

 

A carta dos professores, divulgada quinta-feira, 7/5, informa ainda que a diretora, mesmo doente, tinha que preencher planilhas com nome e número de identificação de todos os professores em tempo recorde, assinar documentos no isolamento, informar a situação de cada um na plataforma Google Classroom, dizer quais alunos não tem chip para acesso à internet, decidir quais famílias teriam direito a cesta básica ou ao valor de R$ 100 e, ainda, esperar material na escola no período diurno, expondo-se à possibilidade de contágio. Luciana, que era do grupo de risco, pois era hipertensa, teve uma trombose e consequente infarto, e morreu.

 

“É neste cenário de pandemia que alunos, pais de alunos e professores, aflitos, vêm tentando dominar uma tecnologia específica, o Google Classroom, do dia para noite, acolhendo inúmeras dúvidas, sob regime de pressão contínua imposta pela SEEDUC, via Regional Baixadas Litorâneas”, dizem os professores por meio da carta aberta.

 

Por fim, os assinantes do documento exigem dos órgãos responsáveis “que sejam observadas e preservadas as condições mínimas de dignidade e humanidade no trato com os profissionais de educação do Estado do Rio de Janeiro”.

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